Depoimentos

. Foto enviada por Cristiane Carvalho
Foto enviada por depoente Cristiane Carvalho .

Um dos meus filhos sempre apresentou um atraso no desenvolvimento da fala, mas sempre acreditei que estava dentro do normal. Aliás, os pediatras que o atendiam também! Quando não reagia da mesma forma que os colegas, eu achava que era porque era tímido e envergonhado. Quando tinha crises e não aceitava nada diferente, eu achava que era porque tinha personalidade forte. E por aí ia.... A medida em que foi crescendo, as diferenças entre ele e as outras crianças foram ficando cada vez maiores e era impossível não achar que havia algo errado. Mesmo assim, a primeira vez que uma terapeuta levantou a possibilidade de autismo, achei que era um exagero. De qualquer forma, a partir daquele momento, fiquei com uma pulga atrás da orelha e fui estudar mais sobre o tal do autismo que eu só conhecia através do filme Rain Man. Até aquele momento, eu achava que todos os autistas passavam o dia se balançando para frente e para trás, sem fazer qualquer contato visual. Aff... Mas foi só começar a estudar um pouquinho para perceber que muito do que era descrito nos livros, eu vivenciava diariamente na minha própria casa. Claro que surgiu uma angústia, mas com ela brotou também uma esperança, uma luz. Ficou mais fácil direcionar meus esforços e até ter mais empatia, afinal, realmente entendi que toda aquela "mal criação" não era proposital nem era feita por pura maldade. Comecei a criar recursos para ajudar meus filhos (um com TEA e um neurotípico) na tarefa de lidar com o autismo diariamente e superar suas dificuldades e desafios. Meus filhos amaram, assim como psicólogos, professores e amigos da escola. E foi assim que surgiu a TeraPlay, com recursos únicos para ajudar todas as crianças sem distinção, estando elas no espectro ou não, a se comunicarem melhor, desenvolverem sua inteligência emocional e acomodarem de forma discreta suas necessidades sensoriais. O que eu desejo para todos os pais é muita paciência para enfrentar os desafios e força para superar aqueles momentos mais difíceis. Lembrem-se de que quanto mais sabemos sobre o autismo, mais podemos ajudar aos nossos pequenos. Acreditem que sempre se pode melhorar, acreditem em seus filhos e acreditem em vocês mesmos. E, claro, achem uma comunidade, um grupo de apoio, porque é muito difícil caminhar sozinho.